{"id":847,"date":"2012-06-12T18:28:16","date_gmt":"2012-06-12T18:28:16","guid":{"rendered":""},"modified":"2016-03-28T19:45:47","modified_gmt":"2016-03-28T19:45:47","slug":"parcelamento-de-debito-com-a-uniao-nao-gera-nova-divida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/clipping\/parcelamento-de-debito-com-a-uniao-nao-gera-nova-divida\/","title":{"rendered":"Parcelamento de d\u00e9bito com a Uni\u00e3o n\u00e3o gera nova d\u00edvida"},"content":{"rendered":"<p>O Tribunal Superior do Trabalho reformou decis\u00e3o que extinguia a d\u00edvida de uma empresa por entender que parcelamento de d\u00e9bito n\u00e3o implica em nova d\u00edvida, mas renegocia\u00e7\u00e3o do prazo.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o \u00e9 da 5\u00aa Turma do TST, que atendeu recurso da Uni\u00e3o contra resolu\u00e7\u00e3o do TRT da 3\u00aa Regi\u00e3o (MG).<\/p>\n<p>Na demanda, a empresa mineira Perfil Assessoria e Servi\u00e7os Ltda conseguiu, em primeiro grau, a extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida com a Uni\u00e3o por ter aderido a um programa de parcelamento de d\u00e9bito fiscal\/previdenci\u00e1rio.<\/p>\n<p>O TRT manteve a decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia ao entender que o parcelamento representava nova obriga\u00e7\u00e3o que extinguia a anterior.<\/p>\n<p>O Tribunal, entretanto, ressalvou que seria revogada a \u201ca execu\u00e7\u00e3o na esfera trabalhista, e n\u00e3o o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, que segue sob a \u00e9gide de legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica&#8221;.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o recorreu. O caso chegou \u00e0 5\u00aa Turma do TST. Ao examinar o recurso, o ministro Jo\u00e3o Batista Brito Pereira entendeu que a Uni\u00e3o tinha raz\u00e3o em alegar que o parcelamento apenas dilatava prazo de pagamento do d\u00e9bito, e que a d\u00edvida continuava a existir,sem que implicasse em substitui\u00e7\u00e3o por outra.<\/p>\n<p>Segundo o relator, o artigo 360, inciso I, do C\u00f3digo Civil, estabelece que a nova\u00e7\u00e3o ocorre&#8221;quando o devedor contrai com o credor nova d\u00edvida para extinguir e substituir a anterior&#8221;, o que n\u00e3o foi ocaso.<\/p>\n<p>O ministro explicou que, na hip\u00f3tese do parcelamento de d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o, o devedor n\u00e3o assume nova d\u00edvida. Ele apenas renegocia o prazo e as condi\u00e7\u00f5es para pagamento. Dessa forma, segundo Brito Pereira, a decis\u00e3o do TRT-3 violou o artigo 151, inciso VI, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, e deu provimento ao recurso da Uni\u00e3o, &#8220;para determinar a suspens\u00e3o do feito no per\u00edodo do parcelamento, at\u00e9 a quita\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito&#8221;. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da Assessoria de Imprensa do TST.<\/p>\n<p>RR-122500-93.2009.03.0018<\/p>\n<hr \/>\n<p>Revista <strong>Consultor Jur\u00eddico<\/strong>,11 de junho de 2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal Superior do Trabalho reformou decis\u00e3o que extinguia a d\u00edvida de uma empresa por entender que parcelamento de d\u00e9bito n\u00e3o implica em nova d\u00edvida, mas renegocia\u00e7\u00e3o do prazo. A decis\u00e3o \u00e9 da 5\u00aa Turma do TST, que atendeu recurso da Uni\u00e3o contra resolu\u00e7\u00e3o do TRT da 3\u00aa Regi\u00e3o (MG). 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