{"id":728,"date":"2012-04-17T16:47:42","date_gmt":"2012-04-17T16:47:42","guid":{"rendered":""},"modified":"2016-03-28T19:51:15","modified_gmt":"2016-03-28T19:51:15","slug":"fisco-nao-pode-exigir-garantias-de-empresa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/clipping\/fisco-nao-pode-exigir-garantias-de-empresa\/","title":{"rendered":"Fisco n\u00e3o pode exigir garantias de empresa"},"content":{"rendered":"<p class=\"intro\">De S\u00e3o Paulo<br \/>\nValor Econ\u00f4mico<br \/>\n16.04.12<\/p>\n<p>Um supermercado de S\u00e3o Carlos (SP), que discute na Justi\u00e7a a penhora de parte de seu faturamento, obteve senten\u00e7a para voltar ao Refis da Crise. O juiz substituto Jo\u00e3o Roberto Ot\u00e1vio J\u00fanior, da 2\u00aa Vara Federal de S\u00e3o Carlos (SP), entendeu que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) interpretou de forma errada a legisla\u00e7\u00e3o do Refis.<\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o havia exclu\u00eddo a empresa com a alega\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o teria cumprido a determina\u00e7\u00e3o judicial de depositar os 5% de sua receita mensal para a quita\u00e7\u00e3o de um d\u00e9bito de R$ 6 milh\u00f5es de Cofins. Para o magistrado, no entanto, a lei que institui o parcelamento (Lei n\u00ba 11.941, de 2009) n\u00e3o condicionou a ades\u00e3o \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de garantias. A previs\u00e3o de que as penhoras j\u00e1 formalizadas deveriam ser mantidas veio apenas com a edi\u00e7\u00e3o da Portaria Conjunta PGFN\/SRF n\u00ba 6, de 2009. &#8220;A necessidade de manuten\u00e7\u00e3o da garantia j\u00e1 formalizada n\u00e3o se confunde com as hip\u00f3teses de manuten\u00e7\u00e3o regular do parcelamento&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>O magistrado entendeu ainda que a inadimpl\u00eancia \u00e9 o \u00fanico motivo de exclus\u00e3o do parcelamento previsto na lei. &#8220;Chancelar o ato da Fazenda seria um verdadeiro contrassenso&#8221;, disse. Isso porque n\u00e3o havia exig\u00eancia de garantia para ades\u00e3o no Refis ou previs\u00e3o de cancelamento do parcelamento por descumprimento de penhora. Procurada pelo Valor, a PGFN n\u00e3o quis comentar o caso.<\/p>\n<p>Para o advogado do supermercado, Fabio Calcini, do Brasil Salom\u00e3o e Matthes Advocacia, o formalismo e a medida de san\u00e7\u00e3o do Fisco s\u00e3o desproporcionais. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para buscar a penhora. O d\u00e9bito j\u00e1 havia sido parcelado&#8221;, afirmou. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) dever\u00e1 decidir em breve se a ades\u00e3o ao Refis suspende o bloqueio de bens dados em garantia.<\/p>\n<p>Para a tributarista Valdirene Lopes Franhani, do escrit\u00f3rio Braga &amp; Moreno Consultores e Advogados, a decis\u00e3o \u00e9 importante para delimitar os crit\u00e9rios de exclus\u00e3o. &#8220;A procuradoria tem procurado detalhes para cancelar parcelamentos&#8221;, diz. (BP)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De S\u00e3o Paulo Valor Econ\u00f4mico 16.04.12 Um supermercado de S\u00e3o Carlos (SP), que discute na Justi\u00e7a a penhora de parte de seu faturamento, obteve senten\u00e7a para voltar ao Refis da Crise. 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