{"id":13346,"date":"2021-06-21T10:15:39","date_gmt":"2021-06-21T13:15:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinprofaz.org.br\/?p=13346"},"modified":"2021-06-21T10:15:39","modified_gmt":"2021-06-21T13:15:39","slug":"filosofo-palestra-a-carreira-sobre-masculinidades-e-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/noticias\/filosofo-palestra-a-carreira-sobre-masculinidades-e-violencia\/","title":{"rendered":"FIL\u00d3SOFO PALESTRA \u00c0 CARREIRA SOBRE MASCULINIDADES E VIOL\u00caNCIA"},"content":{"rendered":"<p>Educador, soci\u00f3logo e fil\u00f3sofo, S\u00e9rgio Barbosa \u00e9 especialista em viol\u00eancia de g\u00eanero, masculinidades, sexualidade masculina e pol\u00edticas p\u00fablicas. Convidado pelo SINPROFAZ para ministrar palestra no \u00e2mbito do projeto <em>PFN e G\u00eanero: Sensibiliza\u00e7\u00e3o, Conscientiza\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logos<\/em>, o professor abordou, entre outros, o tema das masculinidades. De acordo com S\u00e9rgio Barbosa, esse conceito se refere a um conjunto de express\u00f5es projetadas dentro de um padr\u00e3o com o intuito de &#8220;afirmar valores, legitimar atitudes e justificar pensamentos&#8221;. Envolve atributos ensinados ao longo da inf\u00e2ncia, cristalizados durante a adolesc\u00eancia e naturalizados na fase adulta. Em diferentes graus, portanto, faz parte da vida de todos os homens e estabelece &#8220;um mundo de privil\u00e9gios, que aceitamos como naturais&#8221;.<\/p>\n<p>Em raz\u00e3o da obra <em>O poder do macho<\/em>, S\u00e9rgio Barbosa citou a autora Heleieth Saffioti, segundo a qual os pap\u00e9is de mulheres e homens nas sociedades n\u00f4mades n\u00e3o eram de disputa, mas de complementa\u00e7\u00e3o. &#8220;Aquela imagem de um homem, com um tacape na m\u00e3o, puxando uma mulher pelos cabelos nunca existiu de fato. \u00c9 uma proje\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio masculino, como se houvesse viol\u00eancia desde sempre.&#8221; Conforme S\u00e9rgio Barbosa, no entanto, a viol\u00eancia s\u00f3 come\u00e7ou quando a sociedade passou a adquirir propriedades: &#8220;Para trabalhar a terra, as fam\u00edlias precisavam ter muitos filhos. O corpo da mulher foi, ent\u00e3o, apropriado pelo homem, dominado pelo medo e pela inseguran\u00e7a e explorado, pois se tornou um meio de produ\u00e7\u00e3o de riquezas. O patriarcado nasceu violento&#8221;.<\/p>\n<p>O machismo, para o professor, representa um lugar de apropria\u00e7\u00e3o, de depend\u00eancia, de hierarquia. &#8220;Como se o homem, para ser reconhecido como var\u00e3o, necessitasse ter algu\u00e9m sob seu controle&#8221;, explicou. Segundo S\u00e9rgio Barbosa, o machismo, o patriarcado e as masculinidades criam, nos homens, um estado em que a viol\u00eancia \u00e9 a forma poss\u00edvel de express\u00e3o. Nessa perspectiva, o homem n\u00e3o pode demonstrar sentimentos ou fragilidades. &#8220;Estamos o tempo todo controlando nossas emo\u00e7\u00f5es. Esse &#8216;labirinto&#8217; nos leva \u00e0 viol\u00eancia. Precisamos nos tornar &#8216;protagonistas do nosso pr\u00f3prio processo&#8217;, olhar nos olhos, falar com os outros homens e libertar o oprimido que h\u00e1 dentro de n\u00f3s&#8221;, convocou o palestrante, que concluiu: &#8220;Vamos romper os privil\u00e9gios, o pacto e o sil\u00eancio&#8221;.<\/p>\n<p>Quer assistir \u00e0 palestra completa? Acesse o YouTube do SINPROFAZ: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Ak9mJNS2_ZA\">bit.ly\/SergioBarbosa<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Educador, soci\u00f3logo e fil\u00f3sofo, S\u00e9rgio Barbosa \u00e9 especialista em viol\u00eancia de g\u00eanero, masculinidades, sexualidade masculina e pol\u00edticas p\u00fablicas. 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Em diferentes graus, portanto, faz parte da vida de todos os homens e estabelece \"um mundo de privil\u00e9gios, que aceitamos como naturais\".\r\n\r\nEm raz\u00e3o da obra <em>O poder do macho<\/em>, S\u00e9rgio Barbosa citou a autora Heleieth Saffioti, segundo a qual os pap\u00e9is de mulheres e homens nas sociedades n\u00f4mades n\u00e3o eram de disputa, mas de complementa\u00e7\u00e3o. \"Aquela imagem de um homem, com um tacape na m\u00e3o, puxando uma mulher pelos cabelos nunca existiu de fato. \u00c9 uma proje\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio masculino, como se houvesse viol\u00eancia desde sempre.\" Conforme S\u00e9rgio Barbosa, no entanto, a viol\u00eancia s\u00f3 come\u00e7ou quando a sociedade passou a adquirir propriedades: \"Para trabalhar a terra, as fam\u00edlias precisavam ter muitos filhos. O corpo da mulher foi, ent\u00e3o, apropriado pelo homem, dominado pelo medo e pela inseguran\u00e7a e explorado, pois se tornou um meio de produ\u00e7\u00e3o de riquezas. O patriarcado nasceu violento\".\r\n\r\nO machismo, para o professor, representa um lugar de apropria\u00e7\u00e3o, de depend\u00eancia, de hierarquia. \"Como se o homem, para ser reconhecido como var\u00e3o, necessitasse ter algu\u00e9m sob seu controle\", explicou. Segundo S\u00e9rgio Barbosa, o machismo, o patriarcado e as masculinidades criam, nos homens, um estado em que a viol\u00eancia \u00e9 a forma poss\u00edvel de express\u00e3o. Nessa perspectiva, o homem n\u00e3o pode demonstrar sentimentos ou fragilidades. \"Estamos o tempo todo controlando nossas emo\u00e7\u00f5es. Esse 'labirinto' nos leva \u00e0 viol\u00eancia. Precisamos nos tornar 'protagonistas do nosso pr\u00f3prio processo', olhar nos olhos, falar com os outros homens e libertar o oprimido que h\u00e1 dentro de n\u00f3s\", convocou o palestrante, que concluiu: \"Vamos romper os privil\u00e9gios, o pacto e o sil\u00eancio\".\r\n\r\nQuer assistir \u00e0 palestra completa? 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