{"id":13054,"date":"2021-04-06T07:30:19","date_gmt":"2021-04-06T10:30:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinprofaz.org.br\/?p=13054"},"modified":"2021-04-05T19:04:13","modified_gmt":"2021-04-05T22:04:13","slug":"presidenta-de-comissao-da-oab-sp-palestra-sobre-diversidade-sexual-e-de-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/noticias\/presidenta-de-comissao-da-oab-sp-palestra-sobre-diversidade-sexual-e-de-genero\/","title":{"rendered":"PRESIDENTA DE COMISS\u00c3O DA OAB\/SP PALESTRA SOBRE DIVERSIDADE SEXUAL E DE G\u00caNERO"},"content":{"rendered":"<p>A advogada Marina Ganzarolli foi uma das convidadas a palestrar no evento de abertura do projeto <em>PFN e G\u00eanero: Sensibiliza\u00e7\u00e3o, Conscientiza\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logos<\/em>, promovido pelo SINPROFAZ ao longo de todo o m\u00eas de mar\u00e7o. Presidenta da Comiss\u00e3o da Diversidade Sexual e de G\u00eanero da OAB\/SP, Marina Ganzarolli atua em defesa da equidade formal e material e em prol dos direitos das mulheres, com especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0quelas que comp\u00f5em a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+. Para Beatriz Pereira, integrante do Grupo de Sa\u00fade Mental PFN-SP e anfitri\u00e3 do evento, &#8220;Das mulheres da milit\u00e2ncia que conhe\u00e7o no Direito, Marina Ganzarolli talvez seja uma das que tenha mais energia, disposi\u00e7\u00e3o, garra e coragem&#8221;.<\/p>\n<p>De acordo com a palestrante convidada, a atua\u00e7\u00e3o em defesa das mulheres &#8211; ou seja, sob a perspectiva de g\u00eanero, orienta\u00e7\u00e3o sexual, ra\u00e7a, entre outros &#8211; \u00e9 multidisciplinar, pois perpassa todas as \u00e1reas do Direito. Essa luta, conforme a advogada, &#8220;n\u00e3o \u00e9 de mulheres contra homens, de LGBTs contra heterossexuais, de negros contra brancos&#8221;. Ocorre, no entanto, que as experi\u00eancias que diferenciam as pessoas tamb\u00e9m distinguem o acesso individual aos direitos. &#8220;Uma mulher que vive em uma comunidade no baixo Rio Madeira, em Rond\u00f4nia, n\u00e3o tem o mesmo acesso a direitos que eu, mulher branca, tenho na capital. Possuo uma rede de prote\u00e7\u00e3o articulada entre assist\u00eancia social, seguran\u00e7a p\u00fablica, sa\u00fade, direitos, institui\u00e7\u00f5es e, ainda assim, muitas vezes ela falha.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo Marina Ganzarolli, no Brasil, 53% das fam\u00edlias s\u00e3o compostas apenas por m\u00e3e e filhos e 30 milh\u00f5es de brasileiros n\u00e3o t\u00eam o nome do pai na certid\u00e3o de nascimento. &#8220;Isso diz muito sobre a desigualdade de poder entre mulheres e homens, a qual chamamos de machismo&#8221;, explica. De acordo com a advogada, as mulheres brasileiras ganham 30% a menos que os homens nos mesmos cargos e as mulheres brancas, 41% a mais que as mulheres negras. &#8220;Uma mulher negra no Brasil precisa trabalhar 55 minutos a mais para ganhar o que um homem branco recebe por uma hora de trabalho. Na Constitui\u00e7\u00e3o, todos s\u00e3o iguais em direitos e deveres, mas n\u00f3s, mulheres, somos 52% da popula\u00e7\u00e3o e n\u00e3o representamos nem 15% das cadeiras do Congresso Nacional.&#8221;<\/p>\n<p>Ao abordar o tema da interseccionalidade, Marina Ganzarolli deu destaque aos n\u00fameros do lesboc\u00eddio, isto \u00e9, do assassinato de mulheres l\u00e9sbicas, que, de 2014 a 2017, cresceu 237%, de acordo com o Dossi\u00ea do Lesboc\u00eddio elaborado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Das v\u00edtimas, 53% eram negras. Quanto ao assassinato de mulheres transexuais, chamado de transfeminic\u00eddio, o Brasil \u00e9 o primeiro no ranking mundial: a expectativa de vida das brasileiras transexuais \u00e9 de 35 anos. &#8220;Por que elas vivem menos? Porque a vida delas vale menos neste nosso sistema heteronormativo de prote\u00e7\u00e3o de direitos. Na pr\u00e1tica, os marcadores sociais e os contextos de desigualdade fazem com que o acesso individual a direitos seja distinto para as mulheres.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Constitui\u00e7\u00e3o do Orgulho<\/strong><br \/>\nNa presid\u00eancia da Comiss\u00e3o da Diversidade Sexual e de G\u00eanero da OAB\/SP, Marina Ganzarolli liderou a produ\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o do Orgulho. A publica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma vers\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil com destaque aos artigos mais importantes para a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+. Na Constitui\u00e7\u00e3o do Orgulho, cada cor da bandeira representativa da comunidade foi utilizada para destacar um tipo de crime que viola os direitos da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+. Conforme a pr\u00f3pria descri\u00e7\u00e3o, a publica\u00e7\u00e3o se prop\u00f5e a instruir &#8220;para orgulho nunca mais significar medo&#8221;. Conhe\u00e7a a publica\u00e7\u00e3o em <a href=\"https:\/\/www.constituicaodoorgulho.com.br\/\">www.constituicaodoorgulho.com.br<\/a>.<\/p>\n<p><strong>#MeTooBrasil<\/strong><br \/>\nA palestrante Marina Ganzarolli tamb\u00e9m foi a fundadora, em 2020, da #MeTooBrasil, primeira organiza\u00e7\u00e3o voltada especificamente para o enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia sexual no pa\u00eds. O trabalho independente foi inspirado e influenciado pelo movimento #MeToo (do ingl\u00eas, &#8220;eu tamb\u00e9m&#8221;), criado nos Estados Unidos. A proposta, no Brasil, \u00e9 amplificar a voz das sobreviventes da viol\u00eancia, dar visibilidade aos milhares de relatos de abuso sexual silenciados e oferecer suporte para que meninas e mulheres saibam que n\u00e3o est\u00e3o sozinhas. Para conhecer e apoiar o movimento, acesse <a href=\"https:\/\/metoobrasil.org.br\/\">www.metoobrasil.org.br<\/a>.<\/p>\n<p>Confira no YouTube a \u00edntegra da palestra de Marina Ganzarolli: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Y_kloFptFVY\">bit.ly\/MarinaGanzarolli<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marina Ganzarolli foi convidada a palestrar no evento de abertura do projeto &#8220;PFN e G\u00eanero&#8221;, promovido no m\u00eas de mar\u00e7o. 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Presidenta da Comiss\u00e3o da Diversidade Sexual e de G\u00eanero da OAB\/SP, Marina Ganzarolli atua em defesa da equidade formal e material e em prol dos direitos das mulheres, com especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0quelas que comp\u00f5em a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+. Para Beatriz Pereira, integrante do Grupo de Sa\u00fade Mental PFN-SP e anfitri\u00e3 do evento, \"Das mulheres da milit\u00e2ncia que conhe\u00e7o no Direito, Marina Ganzarolli talvez seja uma das que tenha mais energia, disposi\u00e7\u00e3o, garra e coragem\".\r\n\r\nDe acordo com a palestrante convidada, a atua\u00e7\u00e3o em defesa das mulheres - ou seja, sob a perspectiva de g\u00eanero, orienta\u00e7\u00e3o sexual, ra\u00e7a, entre outros - \u00e9 multidisciplinar, pois perpassa todas as \u00e1reas do Direito. Essa luta, conforme a advogada, \"n\u00e3o \u00e9 de mulheres contra homens, de LGBTs contra heterossexuais, de negros contra brancos\". Ocorre, no entanto, que as experi\u00eancias que diferenciam as pessoas tamb\u00e9m distinguem o acesso individual aos direitos. \"Uma mulher que vive em uma comunidade no baixo Rio Madeira, em Rond\u00f4nia, n\u00e3o tem o mesmo acesso a direitos que eu, mulher branca, tenho na capital. Possuo uma rede de prote\u00e7\u00e3o articulada entre assist\u00eancia social, seguran\u00e7a p\u00fablica, sa\u00fade, direitos, institui\u00e7\u00f5es e, ainda assim, muitas vezes ela falha.\"\r\n\r\nSegundo Marina Ganzarolli, no Brasil, 53% das fam\u00edlias s\u00e3o compostas apenas por m\u00e3e e filhos e 30 milh\u00f5es de brasileiros n\u00e3o t\u00eam o nome do pai na certid\u00e3o de nascimento. \"Isso diz muito sobre a desigualdade de poder entre mulheres e homens, a qual chamamos de machismo\", explica. De acordo com a advogada, as mulheres brasileiras ganham 30% a menos que os homens nos mesmos cargos e as mulheres brancas, 41% a mais que as mulheres negras. \"Uma mulher negra no Brasil precisa trabalhar 55 minutos a mais para ganhar o que um homem branco recebe por uma hora de trabalho. Na Constitui\u00e7\u00e3o, todos s\u00e3o iguais em direitos e deveres, mas n\u00f3s, mulheres, somos 52% da popula\u00e7\u00e3o e n\u00e3o representamos nem 15% das cadeiras do Congresso Nacional.\"\r\n\r\nAo abordar o tema da interseccionalidade, Marina Ganzarolli deu destaque aos n\u00fameros do lesboc\u00eddio, isto \u00e9, do assassinato de mulheres l\u00e9sbicas, que, de 2014 a 2017, cresceu 237%, de acordo com o Dossi\u00ea do Lesboc\u00eddio elaborado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Das v\u00edtimas, 53% eram negras. Quanto ao assassinato de mulheres transexuais, chamado de transfeminic\u00eddio, o Brasil \u00e9 o primeiro no ranking mundial: a expectativa de vida das brasileiras transexuais \u00e9 de 35 anos. \"Por que elas vivem menos? Porque a vida delas vale menos neste nosso sistema heteronormativo de prote\u00e7\u00e3o de direitos. Na pr\u00e1tica, os marcadores sociais e os contextos de desigualdade fazem com que o acesso individual a direitos seja distinto para as mulheres.\"\r\n\r\n<strong>Constitui\u00e7\u00e3o do Orgulho<\/strong>\r\nNa presid\u00eancia da Comiss\u00e3o da Diversidade Sexual e de G\u00eanero da OAB\/SP, Marina Ganzarolli liderou a produ\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o do Orgulho. A publica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma vers\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil com destaque aos artigos mais importantes para a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+. Na Constitui\u00e7\u00e3o do Orgulho, cada cor da bandeira representativa da comunidade foi utilizada para destacar um tipo de crime que viola os direitos da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+. Conforme a pr\u00f3pria descri\u00e7\u00e3o, a publica\u00e7\u00e3o se prop\u00f5e a instruir \"para orgulho nunca mais significar medo\". Conhe\u00e7a a publica\u00e7\u00e3o em <a href=\"https:\/\/www.constituicaodoorgulho.com.br\/\">www.constituicaodoorgulho.com.br<\/a>.\r\n\r\n<strong>#MeTooBrasil<\/strong>\r\nA palestrante Marina Ganzarolli tamb\u00e9m foi a fundadora, em 2020, da #MeTooBrasil, primeira organiza\u00e7\u00e3o voltada especificamente para o enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia sexual no pa\u00eds. O trabalho independente foi inspirado e influenciado pelo movimento #MeToo (do ingl\u00eas, \"eu tamb\u00e9m\"), criado nos Estados Unidos. A proposta, no Brasil, \u00e9 amplificar a voz das sobreviventes da viol\u00eancia, dar visibilidade aos milhares de relatos de abuso sexual silenciados e oferecer suporte para que meninas e mulheres saibam que n\u00e3o est\u00e3o sozinhas. Para conhecer e apoiar o movimento, acesse <a href=\"https:\/\/metoobrasil.org.br\/\">www.metoobrasil.org.br<\/a>.\r\n\r\nConfira no YouTube a \u00edntegra da palestra de Marina Ganzarolli: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Y_kloFptFVY\">bit.ly\/MarinaGanzarolli<\/a>","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13054"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13054"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13054\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13056,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13054\/revisions\/13056"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13055"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13054"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13054"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13054"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}