{"id":12825,"date":"2021-03-02T13:35:50","date_gmt":"2021-03-02T16:35:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinprofaz.org.br\/?p=12825"},"modified":"2021-03-03T11:51:47","modified_gmt":"2021-03-03T14:51:47","slug":"convidada-pelo-sinprofaz-silvia-pimentel-abre-os-debates-do-mes-pfn-e-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/noticias\/convidada-pelo-sinprofaz-silvia-pimentel-abre-os-debates-do-mes-pfn-e-genero\/","title":{"rendered":"CONVIDADA PELO SINPROFAZ, SILVIA PIMENTEL ABRE OS DEBATES DO M\u00caS &#8220;PFN E G\u00caNERO&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Silvia Pimentel tem mais de 40 anos dedicados \u00e0 luta pelos direitos das mulheres. Cofundadora e membra do Comit\u00ea Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher &#8211; Cladem, atuou como coordenadora nacional do Comit\u00ea, tendo sido uma das respons\u00e1veis por levar o caso Maria da Penha \u00e0 Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos. Tamb\u00e9m integrou o Comit\u00ea da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Elimina\u00e7\u00e3o da Discrimina\u00e7\u00e3o contra as Mulheres &#8211; Cedaw-ONU (2005-2016), o qual presidiu por dois anos. Em 1988, foi uma das respons\u00e1veis pela reda\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/atividade-legislativa\/legislacao\/Constituicoes_Brasileiras\/constituicao-cidada\/a-constituinte-e-as-mulheres\/arquivos\/Constituinte%201987-1988-Carta%20das%20Mulheres%20aos%20Constituintes.pdf\">Carta das Mulheres Brasileiras aos Constituintes<\/a>.<\/p>\n<p>Em virtude do extenso curr\u00edculo, Silvia Pimentel \u00e9 uma das mais importantes juristas brasileiras. Convidada para a palestra inaugural do projeto <em>PFN e G\u00eanero: Sensibiliza\u00e7\u00e3o, Conscientiza\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logos<\/em>, a professora doutora da Faculdade de Direito da PUC-SP discorreu acerca do conceito de g\u00eanero trabalhado a partir da an\u00e1lise da mulher no mundo \u2013 problem\u00e1tica que remete \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de subalternidade n\u00e3o apenas em termos jur\u00eddicos, mas especialmente em termos de condi\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f4micas, culturais e materiais, como explicou a palestrante.<\/p>\n<p>&#8220;Procuremos entender a &#8216;condi\u00e7\u00e3o das mulheres no mundo&#8217;, como fala Simone de Beauvoir, a partir da considera\u00e7\u00e3o de que, por nascermos com o sexo biol\u00f3gico mulher, passamos a viver numa situa\u00e7\u00e3o de inferioridade n\u00e3o por um destino biol\u00f3gico, mas porque existe uma constru\u00e7\u00e3o sociocultural hist\u00f3rica de pap\u00e9is diferenciados para homens e mulheres. Especialmente do per\u00edodo da pr\u00e9-modernidade \u00e0 modernidade, nosso lugar na sociedade capitalista foi marcado como sendo o &#8216;dentro de casa&#8217; e n\u00e3o no mundo p\u00fablico, onde s\u00e3o criadas as normas, discutidas as pol\u00edticas e definidos os direitos&#8221;, iniciou a professora.<\/p>\n<p>Levando em conta o tema da Mesa \u2013 <em>G\u00eanero, Direito e Interseccionalidades<\/em> \u2013, Silvia Pimentel lembrou a pensadora Kimberly Crenshaw, respons\u00e1vel por cunhar o conceito da interseccionalidade. Sobre o tema, a jurista ressaltou que &#8220;em nosso pa\u00eds, ser uma pessoa negra ou homossexual \u00e9 uma marca\u00e7\u00e3o social de desempoderamento, de estigmatiza\u00e7\u00e3o, que traz fort\u00edssimos sofrimentos e desigualdades&#8221;. De acordo com a palestrante, trabalhar com g\u00eanero permite a todos &#8220;uma interven\u00e7\u00e3o, em termos de democracia, de direitos humanos e de respeito ao outro, muito maior do que aquela da qual \u00e9ramos capazes antes do desenvolvimento do conceito de g\u00eanero&#8221;.<\/p>\n<p>Para assistir \u00e0 \u00edntegra da palestra, acesse <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=b9hhXL-b3wk\">bit.ly\/AberturaMesa1<\/a> (a partir de 1h02&#8217;03&#8221;).<\/p>\n<p>Quer saber mais sobre a jurista Silvia Pimentel? Assista ao v\u00eddeo e confira a entrevista que ela concedeu \u00e0 Revista Pesquisa, da FAPESP: <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/silvia-pimentel-o-direito-das-mulheres\/\">revistapesquisa.fapesp.br\/silvia-pimentel-o-direito-das-mulheres<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Convidada para a palestra inaugural do projeto PFN e G\u00eanero: Sensibiliza\u00e7\u00e3o, Conscientiza\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logos, a professora da PUC-SP discorreu acerca do conceito de g\u00eanero trabalhado a partir da an\u00e1lise da &#8220;condi\u00e7\u00e3o da mulher no mundo&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12826,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[32,166,25],"featured_image_url":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/nota-sinprofaz.jpg","character_count":1434,"formatted_date":"02\/03\/2021 - 13:35","contentNovo":"Silvia Pimentel tem mais de 40 anos dedicados \u00e0 luta pelos direitos das mulheres. Cofundadora e membra do Comit\u00ea Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher - Cladem, atuou como coordenadora nacional do Comit\u00ea, tendo sido uma das respons\u00e1veis por levar o caso Maria da Penha \u00e0 Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos. Tamb\u00e9m integrou o Comit\u00ea da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Elimina\u00e7\u00e3o da Discrimina\u00e7\u00e3o contra as Mulheres - Cedaw-ONU (2005-2016), o qual presidiu por dois anos. Em 1988, foi uma das respons\u00e1veis pela reda\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/atividade-legislativa\/legislacao\/Constituicoes_Brasileiras\/constituicao-cidada\/a-constituinte-e-as-mulheres\/arquivos\/Constituinte%201987-1988-Carta%20das%20Mulheres%20aos%20Constituintes.pdf\">Carta das Mulheres Brasileiras aos Constituintes<\/a>.\r\n\r\nEm virtude do extenso curr\u00edculo, Silvia Pimentel \u00e9 uma das mais importantes juristas brasileiras. Convidada para a palestra inaugural do projeto <em>PFN e G\u00eanero: Sensibiliza\u00e7\u00e3o, Conscientiza\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logos<\/em>, a professora doutora da Faculdade de Direito da PUC-SP discorreu acerca do conceito de g\u00eanero trabalhado a partir da an\u00e1lise da mulher no mundo \u2013 problem\u00e1tica que remete \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de subalternidade n\u00e3o apenas em termos jur\u00eddicos, mas especialmente em termos de condi\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f4micas, culturais e materiais, como explicou a palestrante.\r\n\r\n\"Procuremos entender a 'condi\u00e7\u00e3o das mulheres no mundo', como fala Simone de Beauvoir, a partir da considera\u00e7\u00e3o de que, por nascermos com o sexo biol\u00f3gico mulher, passamos a viver numa situa\u00e7\u00e3o de inferioridade n\u00e3o por um destino biol\u00f3gico, mas porque existe uma constru\u00e7\u00e3o sociocultural hist\u00f3rica de pap\u00e9is diferenciados para homens e mulheres. Especialmente do per\u00edodo da pr\u00e9-modernidade \u00e0 modernidade, nosso lugar na sociedade capitalista foi marcado como sendo o 'dentro de casa' e n\u00e3o no mundo p\u00fablico, onde s\u00e3o criadas as normas, discutidas as pol\u00edticas e definidos os direitos\", iniciou a professora.\r\n\r\nLevando em conta o tema da Mesa \u2013 <em>G\u00eanero, Direito e Interseccionalidades<\/em> \u2013, Silvia Pimentel lembrou a pensadora Kimberly Crenshaw, respons\u00e1vel por cunhar o conceito da interseccionalidade. Sobre o tema, a jurista ressaltou que \"em nosso pa\u00eds, ser uma pessoa negra ou homossexual \u00e9 uma marca\u00e7\u00e3o social de desempoderamento, de estigmatiza\u00e7\u00e3o, que traz fort\u00edssimos sofrimentos e desigualdades\". De acordo com a palestrante, trabalhar com g\u00eanero permite a todos \"uma interven\u00e7\u00e3o, em termos de democracia, de direitos humanos e de respeito ao outro, muito maior do que aquela da qual \u00e9ramos capazes antes do desenvolvimento do conceito de g\u00eanero\".\r\n\r\nPara assistir \u00e0 \u00edntegra da palestra, acesse <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=b9hhXL-b3wk\">bit.ly\/AberturaMesa1<\/a> (a partir de 1h02'03\").\r\n\r\nQuer saber mais sobre a jurista Silvia Pimentel? Assista ao v\u00eddeo e confira a entrevista que ela concedeu \u00e0 Revista Pesquisa, da FAPESP: <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/silvia-pimentel-o-direito-das-mulheres\/\">revistapesquisa.fapesp.br\/silvia-pimentel-o-direito-das-mulheres<\/a>","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12825"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12825"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12825\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12846,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12825\/revisions\/12846"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12826"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12825"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12825"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12825"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}