{"id":1231,"date":"2013-04-09T16:43:13","date_gmt":"2013-04-09T16:43:13","guid":{"rendered":""},"modified":"2016-03-28T16:14:34","modified_gmt":"2016-03-28T16:14:34","slug":"vazamento-de-documentos-abre-chance-de-desvendar-paraisos-fiscais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/clipping\/vazamento-de-documentos-abre-chance-de-desvendar-paraisos-fiscais\/","title":{"rendered":"Vazamento de documentos abre chance de desvendar para\u00edsos fiscais"},"content":{"rendered":"<p>Corda bamba \u2013 Arquivos fornecidos por fonte an\u00f4nima, equivalentes a 500 mil c\u00f3pias da B\u00edblia, podem ajudar a jogar luz sobre o mundo sombrio da evas\u00e3o de impostos, que s\u00f3 \u00e0 Uni\u00e3o Europeia custa cerca de 1 trilh\u00e3o de euros ao ano.<\/p>\n<p>S\u00e3o 260 gigabytes de documentos que, impressos, equivaleriam a 500 mil c\u00f3pias da B\u00edblia. A gigantesca quantidade de dados foi entregue h\u00e1 mais de um ano ao Cons\u00f3rcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em ingl\u00eas) por uma fonte an\u00f4nima. Mais de dois milh\u00f5es de e-mails e outros documentos confidenciais fazem o esbo\u00e7o de um mundo sombrio, para\u00edsos fiscais em que mais de 130 mil pessoas, de 170 pa\u00edses, investem seu dinheiro. A an\u00e1lise de todos esses dados \u00e9 uma tarefa dif\u00edcil, e ainda est\u00e1 longe de ser conclu\u00edda.<\/p>\n<p>A fonte an\u00f4nima obteve os dados secretamente a partir de dois servidores corporativos e depois os transferiu via internet. \u201cInfelizmente, para proteger nossa fonte, n\u00e3o podemos fornecer mais nenhum dado exato, mas \u00e9 claro que foi um vazamento substancial de informa\u00e7\u00e3o\u201d, disse o jornalista alem\u00e3o Sebastian Mondial, um dos envolvidos na an\u00e1lise desses dados.<\/p>\n<p>Segundo o jornal alem\u00e3o S\u00fcddeutsche Zeitung, muitos desses dados n\u00e3o estavam organizados e alguns documentos ainda precisavam passar por uma leitura \u00f3ptica. \u201cTivemos sorte de podermos utilizar um software forense especial, que normalmente \u00e9 utilizado na \u00e1rea criminal\u201d, explicou Mondial.<\/p>\n<p>Isso, segundo ele, possibilitou escanear e analisar o material e descobrir as conex\u00f5es existentes entre dados, como quando os documentos foram criados, quando e-mails foram enviados, quem os enviou e quem recebeu c\u00f3pias ocultas desses e-mails.<\/p>\n<h3>Sol, praia e evas\u00e3o fiscal<\/h3>\n<p>As Ilhas Virgens Brit\u00e2nicas, as Ilhas Cook, Seychelles e o Panam\u00e1 t\u00eam algo muito interessante a oferecer a empresas e pessoas f\u00edsicas: anonimato. \u201c\u2018Venha a n\u00f3s e voc\u00ea n\u00e3o precisa ter medo das autoridades fiscais\u2019. Esse \u00e9 o tipo de oferta tentadora que os chamados para\u00edsos fiscais oferecem para atrair pessoas ricas de todo o mundo\u201d, diz Thomas Eigenthaler, da Uni\u00e3o Tribut\u00e1ria Alem\u00e3 (DSTG, na sigla em alem\u00e3o).<\/p>\n<p>Ele explica que a sonega\u00e7\u00e3o fiscal \u00e9 facilitada pelo fato de o contribuinte n\u00e3o ter que lidar diretamente com ela. Existe toda uma ind\u00fastria que auxilia, orienta e oferece solu\u00e7\u00f5es personalizadas aos clientes. Sebastian Mondial acrescenta que muitos dos para\u00edsos fiscais n\u00e3o mant\u00eam qualquer tipo de registro com informa\u00e7\u00f5es sobre donos de empresas ou capital.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia estima que a cada ano cerca de 1 trilh\u00e3o de euros s\u00e3o perdidos em sonega\u00e7\u00e3o ou evas\u00e3o fiscal. Segundo um estudo realizado pela ONG Tax Justice Network, uma fortuna estimada entre 21 e 32 trilh\u00f5es de d\u00f3lares est\u00e1 investida em para\u00edsos fiscais. Como compara\u00e7\u00e3o, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos em 2011 foi de aproximadamente 15,1 trilh\u00f5es. Os n\u00fameros n\u00e3o incluem bens como ouro, propriedades e iates de luxo navegando sob bandeiras estrangeiras.<\/p>\n<p>\u201cDe acordo com meus colegas que trabalham no projeto, h\u00e1 um truque muito esperto quando algu\u00e9m \u00e9 processado por uma empresa offshore. Eles fazem um acordo, e a queixa \u00e9 retirada\u201d, explica Mondial. Ent\u00e3o o dinheiro do acordo, que \u00e9 parte do processo, n\u00e3o sofre desconto do imposto e pode ser transferido para uma conta em para\u00edsos fiscais.<\/p>\n<p>Existem outros truques, como por exemplo, quando uma empresa cria uma filial em um para\u00edso fiscal para lidar com suas opera\u00e7\u00f5es no exterior, evitando assim o pagamento de impostos sobre o lucro obtido fora do pa\u00eds de origem.<\/p>\n<h3>Riscos tamb\u00e9m na Alemanha<\/h3>\n<p>Quem vive na Alemanha tem que pagar at\u00e9 45% de imposto de renda. Empresas com sede no pa\u00eds t\u00eam de arcar com imposto corporativo e comercial. Mas, mesmo em territ\u00f3rio alem\u00e3o, h\u00e1 brechas na lei que podem ser utilizadas pelo contribuinte.<\/p>\n<p>\u201cSe uma empresa sediada na Alemanha buscar, por exemplo, a consultoria de uma empresa offshore, a empresa enviar\u00e1 uma nota e o pagamento ser\u00e1 feito. Para a administra\u00e7\u00e3o fiscal, a transa\u00e7\u00e3o parece perfeitamente normal\u201d, explica Mondial. No entanto, isso significa que o dinheiro foi levado para fora do pa\u00eds sem que nenhum imposto tenha sido descontado dele.<\/p>\n<p>Segundo Eigentahler, o peso de fiscalizar \u00e9 demais para o sistema alem\u00e3o. \u201cN\u00e3o temos capacidade para checar todas as transa\u00e7\u00f5es. \u00c0s vezes esperamos anos pela resposta de autoridades estrangeiras. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m uma falta de vontade pol\u00edtica. Eu sempre tenho a impress\u00e3o de que quem est\u00e1 no topo \u00e9 negligente em sua procura por sonegadores de impostos\u201d, completa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a influ\u00eancia do Estado alem\u00e3o acaba em suas fronteiras. \u201cSe o dinheiro \u00e9 gasto pelos alem\u00e3es no exterior, as autoridades fiscais alem\u00e3s n\u00e3o t\u00eam como localiz\u00e1-lo, a n\u00e3o ser que a Alemanha tenha um acordo fiscal de interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es\u201d, explicou Eigentahler.<\/p>\n<h3>Luta internacional<\/h3>\n<p>Por anos, entidades internacionais como a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) vem tentando desenvolver medidas contra a evas\u00e3o fiscal e para a padroniza\u00e7\u00e3o de regras. De acordo com a entidade, progressos foram feitos depois que uma lista negra, nomeando os para\u00edsos fiscais, foi publicada em 2009. Desde ent\u00e3o, 700 acordos de troca de informa\u00e7\u00f5es foram firmados e cerca de 40 decis\u00f5es judiciais levaram a mudan\u00e7as nas leis.<\/p>\n<p>Os novos dados podem ajudar na luta internacional contra fraudes fiscais, mas apenas indiretamente, de acordo com o jornalista Sebastian Mondial: \u201cEsperamos que esses dados nunca sejam publicados\u201d.<\/p>\n<p>O objetivo do exerc\u00edcio n\u00e3o \u00e9 simplesmente colocar as informa\u00e7\u00f5es dessas empresas na internet para que todos possam ver quem transferiu quanto dinheiro, ou quem \u00e9 o dono dessas companhias. \u201cOs parlamentares e seus respectivos pa\u00edses t\u00eam que encontrar de alguma forma uma maneira de estabelecer essa transpar\u00eancia\u201d, conclui Mondial. (Do Deutsche Welle)<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> <em>Ucho.info<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Corda bamba \u2013 Arquivos fornecidos por fonte an\u00f4nima, equivalentes a 500 mil c\u00f3pias da B\u00edblia, podem ajudar a jogar luz sobre o mundo sombrio da evas\u00e3o de impostos, que s\u00f3 \u00e0 Uni\u00e3o Europeia custa cerca de 1 trilh\u00e3o de euros ao ano. 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A gigantesca quantidade de dados foi entregue h\u00e1 mais de um ano ao Cons\u00f3rcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em ingl\u00eas) por uma fonte an\u00f4nima. Mais de dois milh\u00f5es de e-mails e outros documentos confidenciais fazem o esbo\u00e7o de um mundo sombrio, para\u00edsos fiscais em que mais de 130 mil pessoas, de 170 pa\u00edses, investem seu dinheiro. A an\u00e1lise de todos esses dados \u00e9 uma tarefa dif\u00edcil, e ainda est\u00e1 longe de ser conclu\u00edda.\r\n\r\nA fonte an\u00f4nima obteve os dados secretamente a partir de dois servidores corporativos e depois os transferiu via internet. \u201cInfelizmente, para proteger nossa fonte, n\u00e3o podemos fornecer mais nenhum dado exato, mas \u00e9 claro que foi um vazamento substancial de informa\u00e7\u00e3o\u201d, disse o jornalista alem\u00e3o Sebastian Mondial, um dos envolvidos na an\u00e1lise desses dados.\r\n\r\nSegundo o jornal alem\u00e3o S\u00fcddeutsche Zeitung, muitos desses dados n\u00e3o estavam organizados e alguns documentos ainda precisavam passar por uma leitura \u00f3ptica. \u201cTivemos sorte de podermos utilizar um software forense especial, que normalmente \u00e9 utilizado na \u00e1rea criminal\u201d, explicou Mondial.\r\n\r\nIsso, segundo ele, possibilitou escanear e analisar o material e descobrir as conex\u00f5es existentes entre dados, como quando os documentos foram criados, quando e-mails foram enviados, quem os enviou e quem recebeu c\u00f3pias ocultas desses e-mails.\r\nSol, praia e evas\u00e3o fiscal\r\nAs Ilhas Virgens Brit\u00e2nicas, as Ilhas Cook, Seychelles e o Panam\u00e1 t\u00eam algo muito interessante a oferecer a empresas e pessoas f\u00edsicas: anonimato. \u201c\u2018Venha a n\u00f3s e voc\u00ea n\u00e3o precisa ter medo das autoridades fiscais\u2019. Esse \u00e9 o tipo de oferta tentadora que os chamados para\u00edsos fiscais oferecem para atrair pessoas ricas de todo o mundo\u201d, diz Thomas Eigenthaler, da Uni\u00e3o Tribut\u00e1ria Alem\u00e3 (DSTG, na sigla em alem\u00e3o).\r\n\r\nEle explica que a sonega\u00e7\u00e3o fiscal \u00e9 facilitada pelo fato de o contribuinte n\u00e3o ter que lidar diretamente com ela. Existe toda uma ind\u00fastria que auxilia, orienta e oferece solu\u00e7\u00f5es personalizadas aos clientes. Sebastian Mondial acrescenta que muitos dos para\u00edsos fiscais n\u00e3o mant\u00eam qualquer tipo de registro com informa\u00e7\u00f5es sobre donos de empresas ou capital.\r\n\r\nA Uni\u00e3o Europeia estima que a cada ano cerca de 1 trilh\u00e3o de euros s\u00e3o perdidos em sonega\u00e7\u00e3o ou evas\u00e3o fiscal. Segundo um estudo realizado pela ONG Tax Justice Network, uma fortuna estimada entre 21 e 32 trilh\u00f5es de d\u00f3lares est\u00e1 investida em para\u00edsos fiscais. Como compara\u00e7\u00e3o, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos em 2011 foi de aproximadamente 15,1 trilh\u00f5es. Os n\u00fameros n\u00e3o incluem bens como ouro, propriedades e iates de luxo navegando sob bandeiras estrangeiras.\r\n\r\n\u201cDe acordo com meus colegas que trabalham no projeto, h\u00e1 um truque muito esperto quando algu\u00e9m \u00e9 processado por uma empresa offshore. Eles fazem um acordo, e a queixa \u00e9 retirada\u201d, explica Mondial. Ent\u00e3o o dinheiro do acordo, que \u00e9 parte do processo, n\u00e3o sofre desconto do imposto e pode ser transferido para uma conta em para\u00edsos fiscais.\r\n\r\nExistem outros truques, como por exemplo, quando uma empresa cria uma filial em um para\u00edso fiscal para lidar com suas opera\u00e7\u00f5es no exterior, evitando assim o pagamento de impostos sobre o lucro obtido fora do pa\u00eds de origem.\r\nRiscos tamb\u00e9m na Alemanha\r\nQuem vive na Alemanha tem que pagar at\u00e9 45% de imposto de renda. Empresas com sede no pa\u00eds t\u00eam de arcar com imposto corporativo e comercial. Mas, mesmo em territ\u00f3rio alem\u00e3o, h\u00e1 brechas na lei que podem ser utilizadas pelo contribuinte.\r\n\r\n\u201cSe uma empresa sediada na Alemanha buscar, por exemplo, a consultoria de uma empresa offshore, a empresa enviar\u00e1 uma nota e o pagamento ser\u00e1 feito. Para a administra\u00e7\u00e3o fiscal, a transa\u00e7\u00e3o parece perfeitamente normal\u201d, explica Mondial. No entanto, isso significa que o dinheiro foi levado para fora do pa\u00eds sem que nenhum imposto tenha sido descontado dele.\r\n\r\nSegundo Eigentahler, o peso de fiscalizar \u00e9 demais para o sistema alem\u00e3o. \u201cN\u00e3o temos capacidade para checar todas as transa\u00e7\u00f5es. \u00c0s vezes esperamos anos pela resposta de autoridades estrangeiras. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m uma falta de vontade pol\u00edtica. Eu sempre tenho a impress\u00e3o de que quem est\u00e1 no topo \u00e9 negligente em sua procura por sonegadores de impostos\u201d, completa.\r\n\r\nAl\u00e9m disso, a influ\u00eancia do Estado alem\u00e3o acaba em suas fronteiras. \u201cSe o dinheiro \u00e9 gasto pelos alem\u00e3es no exterior, as autoridades fiscais alem\u00e3s n\u00e3o t\u00eam como localiz\u00e1-lo, a n\u00e3o ser que a Alemanha tenha um acordo fiscal de interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es\u201d, explicou Eigentahler.\r\nLuta internacional\r\nPor anos, entidades internacionais como a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) vem tentando desenvolver medidas contra a evas\u00e3o fiscal e para a padroniza\u00e7\u00e3o de regras. De acordo com a entidade, progressos foram feitos depois que uma lista negra, nomeando os para\u00edsos fiscais, foi publicada em 2009. Desde ent\u00e3o, 700 acordos de troca de informa\u00e7\u00f5es foram firmados e cerca de 40 decis\u00f5es judiciais levaram a mudan\u00e7as nas leis.\r\n\r\nOs novos dados podem ajudar na luta internacional contra fraudes fiscais, mas apenas indiretamente, de acordo com o jornalista Sebastian Mondial: \u201cEsperamos que esses dados nunca sejam publicados\u201d.\r\n\r\nO objetivo do exerc\u00edcio n\u00e3o \u00e9 simplesmente colocar as informa\u00e7\u00f5es dessas empresas na internet para que todos possam ver quem transferiu quanto dinheiro, ou quem \u00e9 o dono dessas companhias. \u201cOs parlamentares e seus respectivos pa\u00edses t\u00eam que encontrar de alguma forma uma maneira de estabelecer essa transpar\u00eancia\u201d, conclui Mondial. (Do Deutsche Welle)\r\n\r\n<strong>Fonte:<\/strong> <em>Ucho.info<\/em>","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1231"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1231"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1231\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4010,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1231\/revisions\/4010"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1231"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1231"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1231"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}