{"id":10539,"date":"2019-10-10T17:42:20","date_gmt":"2019-10-10T20:42:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinprofaz.org.br\/?p=10539"},"modified":"2019-10-10T17:42:20","modified_gmt":"2019-10-10T20:42:20","slug":"em-audiencia-publica-sinprofaz-debate-lei-da-improbidade-administrativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/noticias\/em-audiencia-publica-sinprofaz-debate-lei-da-improbidade-administrativa\/","title":{"rendered":"EM AUDI\u00caNCIA P\u00daBLICA, SINPROFAZ DEBATE LEI DA IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA"},"content":{"rendered":"<p>O SINPROFAZ, representado pelo diretor-jur\u00eddico Giuliano Menezes Campos, participou ontem (9) de audi\u00eancia p\u00fablica promovida pela Comiss\u00e3o Especial que analisa a proposta de revis\u00e3o da Lei de Improbidade Administrativa (PL 10887\/18). A reuni\u00e3o ocorreu na C\u00e2mara dos Deputados e foi liderada pelo deputado e procurador da Fazenda Nacional filiado, Tadeu Alencar (PSB-PE), presidente do colegiado. Deputados como Carlos Zarattini (PT-SP), H\u00e9lio Costa (Republicanos-SC), S\u00e9rgio Vidigal (PDT-ES), General Peternelli (PSL-SP) e Adriana Ventura (Novo-SP) acompanharam a audi\u00eancia, que contou com a participa\u00e7\u00e3o de outros membros da Advocacia P\u00fablica.<\/p>\n<p>Ao iniciar a exposi\u00e7\u00e3o, Giuliano Menezes lembrou o jubileu de prata da Lei de Improbidade e parabenizou a C\u00e2mara, na pessoa do deputado Tadeu Alencar, pela iniciativa de modernizar a legisla\u00e7\u00e3o com novos institutos, como a transa\u00e7\u00e3o e a possibilidade de suspens\u00e3o da a\u00e7\u00e3o. De acordo com o diretor-jur\u00eddico do SINPROFAZ, no entanto, o PL 10887\/18 suscita grande preocupa\u00e7\u00e3o ao propor afastar da PJ interessada \u2013 Uni\u00e3o, Estados, DF, Munic\u00edpios, autarquias, empresas p\u00fablicas, funda\u00e7\u00f5es \u2013 a possibilidade de estar no polo ativo da a\u00e7\u00e3o de improbidade: &#8220;Retirar tal poder da pessoa jur\u00eddica \u2013 e da Advocacia P\u00fablica competente \u2013 \u00e9 um risco muito grande. O combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e \u00e0s ilicitudes precisa ampliar o rol de legitimados e n\u00e3o restringi-lo&#8221;. <\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o importante, segundo Giuliano Menezes, \u00e9 que o PL 10887\/18 perde a oportunidade de estabelecer um procedimento pr\u00f3prio para a Lei de Improbidade. Conforme demonstrou o diretor, o artigo 14 da atual Lei remete \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o dos servidores p\u00fablicos estatut\u00e1rios \u2013 legisla\u00e7\u00e3o que nem todos os Munic\u00edpios possuem. &#8220;Ent\u00e3o h\u00e1 que se perguntar: qual o rito formal a ser seguido em uma eventual a\u00e7\u00e3o contra servidor de Munic\u00edpio que n\u00e3o possui tal legisla\u00e7\u00e3o? A nova Lei de Improbidade deveria preocupar-se tamb\u00e9m com essa quest\u00e3o procedimental, trazendo regras claras para que o procedimento judicial seja uniforme em todo o pa\u00eds&#8221;, explicou Giuliano Menezes. <\/p>\n<p>O PL 10887\/18, apresentado pelo deputado Roberto de Lucena (Pode-SP), resultou do trabalho de uma comiss\u00e3o de juristas criada pelo presidente da C\u00e2mara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e coordenada pelo ministro do Superior Tribunal de Justi\u00e7a Mauro Campbell. O PL estabelece que caber\u00e1 ao Minist\u00e9rio P\u00fablico propor a\u00e7\u00f5es de improbidade administrativa, assim como aprovar eventuais acordos com os envolvidos. Nesse sentido, o diretor do SINPROFAZ apresentou um questionamento: &#8220;E se os atos de improbidade forem praticados por membros do pr\u00f3prio Minist\u00e9rio P\u00fablico, quem entrar\u00e1 com a a\u00e7\u00e3o? Reitero, ent\u00e3o, que \u00e9 extremamente temer\u00e1rio retirar da Advocacia P\u00fablica tal compet\u00eancia&#8221;. <\/p>\n<p>Ao encerrar os debates, Tadeu Alencar afirmou que o aperfei\u00e7oamento pretendido para a Lei leva em conta a necessidade de fortalecimento dos mecanismos de combate \u00e0 improbidade e \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o. De acordo com o deputado, o Brasil tem sido surpreendido com a revela\u00e7\u00e3o de uma corrup\u00e7\u00e3o sist\u00eamica e sofisticada, o que reclama ao Parlamento medidas que aprimorem a a\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os de controle. &#8220;Quanto \u00e0 quest\u00e3o da legitima\u00e7\u00e3o ativa, concordo inteiramente com o que aqui foi dito: aquele que suporta o preju\u00edzo da improbidade deve ter legitima\u00e7\u00e3o ativa para ajuizar a a\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 por que deixar com o Minist\u00e9rio P\u00fablico a legitima\u00e7\u00e3o exclusiva. Essa limita\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem explica\u00e7\u00e3o&#8221;, concluiu o deputado.<\/p>\n\n\t\t<style type=\"text\/css\">\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-10539 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/02-3.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/02-3-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/03-3.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/03-3-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/04-2.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/sinprofaz.org.br\/2024\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/04-2-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O SINPROFAZ, representado pelo diretor-jur\u00eddico Giuliano Menezes Campos, participou de audi\u00eancia p\u00fablica promovida pela Comiss\u00e3o Especial que analisa a proposta de revis\u00e3o da Lei de Improbidade Administrativa (PL 10887\/18). 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Deputados como Carlos Zarattini (PT-SP), H\u00e9lio Costa (Republicanos-SC), S\u00e9rgio Vidigal (PDT-ES), General Peternelli (PSL-SP) e Adriana Ventura (Novo-SP) acompanharam a audi\u00eancia, que contou com a participa\u00e7\u00e3o de outros membros da Advocacia P\u00fablica.\r\n\r\nAo iniciar a exposi\u00e7\u00e3o, Giuliano Menezes lembrou o jubileu de prata da Lei de Improbidade e parabenizou a C\u00e2mara, na pessoa do deputado Tadeu Alencar, pela iniciativa de modernizar a legisla\u00e7\u00e3o com novos institutos, como a transa\u00e7\u00e3o e a possibilidade de suspens\u00e3o da a\u00e7\u00e3o. De acordo com o diretor-jur\u00eddico do SINPROFAZ, no entanto, o PL 10887\/18 suscita grande preocupa\u00e7\u00e3o ao propor afastar da PJ interessada \u2013 Uni\u00e3o, Estados, DF, Munic\u00edpios, autarquias, empresas p\u00fablicas, funda\u00e7\u00f5es \u2013 a possibilidade de estar no polo ativo da a\u00e7\u00e3o de improbidade: \"Retirar tal poder da pessoa jur\u00eddica \u2013 e da Advocacia P\u00fablica competente \u2013 \u00e9 um risco muito grande. O combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e \u00e0s ilicitudes precisa ampliar o rol de legitimados e n\u00e3o restringi-lo\". \r\n\r\nOutra quest\u00e3o importante, segundo Giuliano Menezes, \u00e9 que o PL 10887\/18 perde a oportunidade de estabelecer um procedimento pr\u00f3prio para a Lei de Improbidade. Conforme demonstrou o diretor, o artigo 14 da atual Lei remete \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o dos servidores p\u00fablicos estatut\u00e1rios \u2013 legisla\u00e7\u00e3o que nem todos os Munic\u00edpios possuem. \"Ent\u00e3o h\u00e1 que se perguntar: qual o rito formal a ser seguido em uma eventual a\u00e7\u00e3o contra servidor de Munic\u00edpio que n\u00e3o possui tal legisla\u00e7\u00e3o? A nova Lei de Improbidade deveria preocupar-se tamb\u00e9m com essa quest\u00e3o procedimental, trazendo regras claras para que o procedimento judicial seja uniforme em todo o pa\u00eds\", explicou Giuliano Menezes. \r\n\r\nO PL 10887\/18, apresentado pelo deputado Roberto de Lucena (Pode-SP), resultou do trabalho de uma comiss\u00e3o de juristas criada pelo presidente da C\u00e2mara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e coordenada pelo ministro do Superior Tribunal de Justi\u00e7a Mauro Campbell. O PL estabelece que caber\u00e1 ao Minist\u00e9rio P\u00fablico propor a\u00e7\u00f5es de improbidade administrativa, assim como aprovar eventuais acordos com os envolvidos. Nesse sentido, o diretor do SINPROFAZ apresentou um questionamento: \"E se os atos de improbidade forem praticados por membros do pr\u00f3prio Minist\u00e9rio P\u00fablico, quem entrar\u00e1 com a a\u00e7\u00e3o? Reitero, ent\u00e3o, que \u00e9 extremamente temer\u00e1rio retirar da Advocacia P\u00fablica tal compet\u00eancia\". \r\n\r\nAo encerrar os debates, Tadeu Alencar afirmou que o aperfei\u00e7oamento pretendido para a Lei leva em conta a necessidade de fortalecimento dos mecanismos de combate \u00e0 improbidade e \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o. De acordo com o deputado, o Brasil tem sido surpreendido com a revela\u00e7\u00e3o de uma corrup\u00e7\u00e3o sist\u00eamica e sofisticada, o que reclama ao Parlamento medidas que aprimorem a a\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os de controle. \"Quanto \u00e0 quest\u00e3o da legitima\u00e7\u00e3o ativa, concordo inteiramente com o que aqui foi dito: aquele que suporta o preju\u00edzo da improbidade deve ter legitima\u00e7\u00e3o ativa para ajuizar a a\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 por que deixar com o Minist\u00e9rio P\u00fablico a legitima\u00e7\u00e3o exclusiva. 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